"Síria: Mais de 100 mil pessoas à espera para entrar na Turquia"

Síria: Mais de 100 mil pessoas à espera para entrar na Turquia

Foto: Wikipedia – Umayyad Mosque, Aleppo, Syria (5077865830)Leer también: Reino Unido: Corbyn e Cameron juntos pelo SIM à UELeer también: Reduziu o fluxo de refugiados em direção à Alemanha Os refugiados continuam a chegar à Turquia. Nem mesmo o armistício ou o reforço do controlo de fronteiras parecem temperar a afluência. O campo de Akçakale […]

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Foto: Wikipedia – Umayyad Mosque, Aleppo, Syria (5077865830)

Os refugiados continuam a chegar à Turquia. Nem mesmo o armistício ou o reforço do controlo de fronteiras parecem temperar a afluência.

O campo de Akçakale é uma das primeiras paragens dos que escapam do combate. Uma ONG gere ele com o suporte de o governo local. Cerca de 5500 pessoas vivem em barracas.

Meryem Acami e os quatros filhos chegaram há uma semana. Conseguiram fugir de Raqqa, cidade nas mãos do autoproclamado Estado Islâmico. Matou-se ele o marido . O marido é cantor. Acami e os filhos dependiam dele.

“Tardei quatro anos a escapar. Parti de Deir El-Zour rumo a Raqqa e depois vim para a Turquia. Sou viúva e os meus filhos não podem trabalhar. Deixaram-me passar. Perguntaram-me: onde vais? Respondi que desejava vir para a Turquia”, declara Meryem Acami.

“Desde o começo da disputa o regime iniciou a agredi as aldeias nos arredores de Idlib e o meu marido e a minha filha foram mortos durante um bombardeamento. Eu estava com eles e este meu filho aqui estava nos braços do pai. Foram mortos diante dos meus olhos. Depois disso, vim para a Turquia”.

Em Raqqa a vida época lamentável. O filho mais velho, Ferdi, tem apenas 12 anos e faz pequenos trabalhos para escorar a família. Agora, é uma questão de sobrevivência.

“Neste momento, tudo o que desejo é apoiar os meus irmãos. É o que mais desejo”, alega Ferdi.

Outras famílias escaparam da Síria na mesma semana. Muhammed Abdulkerim veio de Deir El-Zour, pouco mais de 100 quilômetro a sudeste de Raqqa. A mulher está grávida e, por isso, decidiram fugir o quanto antes.

“Selecionar entre falecer e partir. Decidimos partir sem olhar a meios porque a morte época certa. Vimos da Síria, de Die El-Zour. Para chegar à fronteira, andámo durante 7 dias. Cada um teve de pagar 60 mil liras sírias para passar. Pessoas apoiaram-nos a pagar”, menciona Muhammed Abdulkerim.

De acordo com fontes locais, cerca de 110 mil pessoas esperam ansiosamente do outro lado da fronteira turco-síria. Vivem em nove campos de refugiados. Associações humanitárias cozinham todos os dias em pequenos centros na Turquia e distribuem os nutrientes na Síria. Como explica Abdülhakim Bayram, da fundação Beşir:

“Depois dos bombardeamentos em Aleppo e Azez instituímo esta residência de preparação de nutrientes em Kilis. Nesta cozinha produzimos, diariamente, comida para dez mil pessoas. Temos outro projeto para instituir um novo campo na Síria. Continuamos o nosso trabalho lá e planeamos instituir um abrigos com milhares de barracas”.

Bora Bayraktar, correspondente da euronews na Turquia:

“O fluxo de refugiados da Síria continua apesar do controlo de fronteiras estrito e de outras medidas. A primeira coisa em que pensam é escapar do combate e encontrar um lugar seguro. Mas o combate prolongado na Síria e as suposições cada vez mais diminuídas de devolver a residência faz ampliar o número de pessoas que pensam escapar para a Europa”.