"Sem abrir dados de crimes, SP anuncia diminuição das assassinatos em fevereiro"

Sem abrir dados de crimes, SP anuncia diminuição das assassinatos em fevereiro

Foto: Wikipedia – Germano Rigotto e Geraldo AlckminLeer también: Adriane Galisteu comemora aniversário com a famíliaLeer también: Chefe de gabinete de Delcídio confirma pagamentos a Nestor Cerveró O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira adiminuiçãoo assassassinatossdolosass no Estado em fevereiro, em comparação com o mesmfasedo do ano passado. A administração Geraldo Alckmin , porém, […]

Foto: Wikipedia – Germano Rigotto e Geraldo Alckmin

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira adiminuiçãoo assassassinatossdolosass no Estado em fevereiro, em comparação com o mesmfasedo do ano passado. A administração Geraldo Alckmin , porém, segue sem abrir os registros policiais para uma avaliação externa desses dados.

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira e atual governador de São Paulo, posição que ocupa pela quarta vez.

O secretário de o mês passado anunciara os números de a Segurança Pública , Alexandre de Moraes : foram 293 assassinatos dolosos em fevereiro de este ano contra 339 em o mesmo mês de 2015 , retração de 15 %.

O secretário comemorou o que chamou de mais um recorde na taxa de assassinatos em São Paulo, segundo ele agora no platô de 8,84 por 100 mil.

Em fevereiro, a Folha mostrou que a metodologia utilizada pelo governo paulista para calcular a taxa de assassinatos do Estado não segue normas usadas por outros Estados do país e, tampouco, os recomendados por organismos internacionais.

Em contrapartida, houve aumento do número de casos de latrocínio no Estado no comparativo entre fevereiro de 2016 e 2015.

As estatísticas mensais do governo de São Paulo não têm auditoria externa. Os números são baseados em registro policiais conservados sob sigilo pela gestão Geraldo Alckmin e pelo secretário Alexandre de Moraes, da Segurança Pública.

Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese, transpiração e a respiração.

Para conferi esses dados, a Folha requereu acesso a esses registros policiais de assassinatos, os chamados boletins de ocorrência, mas o governo negara todos os pedidos. O jornal recorreu à Justiça e agora aguarda uma dresolução

Segundo experts em segurança pública, a tendência de queda dos assassinatos parece clara, mas, pela falta de clareza da administração, não é possível saber o tamanho exato disso.

Um outro exemplo dessa dúvida está nas chamadas “mortes suspeitas” inscritas pela polícia paulista.

De 2012 a 2015, 60.049 mortes no Estado receberam essa classificação. Esses registros, que não fazem parte das estatísticas, vêm aumentando ano a ano, na contramão dos casos de assassinato, que acumulam quedas nos balanços.

Moraes, durante apresentação de parte das estatísticas de violência relativas a fevereiro declarou: “Não há nenhuma correlação entre isso”. “Os dados estão absolutamente abertos para isso. Basta saber analisar os dados.”

A secretaria inscreve como “mortes suspeitas” os casos em que a polícia declara ter dúvidas do que de acontecimento aconteceu com a vítima .

Esses registros não entram em nenhum dos indicadores criminais divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e ficam num limbo contábil. Já quando inscrita como “assassinato” essa morte entra nos balanços mensais.

De 2012 a 2015, enquanto a administração tucana comemorava uma queda de 22% nos homicídios, essas mortes duvidosas e fora dos balanços oficiais aumentaram 51%. O secretário da Segurança Pública nega essa relação.

O governo declara que essas mortes são investigadas e, quando elucidadas, reclassificadas. Mas levantamento feito pela Folha a partir dos dados divulgados mostra que as estatísticas oficiais praticamente não mudam.

Em 2014, por exemplo, o número de casos de assassinatos divulgado à época foi de 4.294 em todo o Estado. Hoje, mais de um ano depois, esse número foi atualizado para 4.293 -um a menos. Nesse mesmo fase, São Paulo inscreveu um total de 15.820 casos de “mortes suspeitas”.

Mesmo que uma minoria das “mortes suspeitas” seja modificariam-se os dados oficiais em a realidade assassinato, se elas fossem reclassificadas. Numa projeção hipotética em que, de cada dez “mortes suspeitas” de 2015, só uma tenha sido um assassinato, o dado oficial de homicídios passaria de 3.757 para 5.619, e a taxa por 100 mil moradoras pularia de 8,73 para 13,05.

O governo tucano alega que “poucas ocorrências” inscritas primeiramente pela polícia paulista como “morte suspeita” precisam ser reclassificadas, pois a maioria dos casos não é de crimes como assassinato.

O governo, porém, não informa quantas das 60.050 “mortes suspeitas” entre 2012 e 2015 se reclassificaram elas como crimes. Se essa reclassificação acontece apenas na investigação policial, também não informou ou se é atualizada nos balanços na internet.

A Folha pediu em fevereiro à secretaria, por meio da assessoria de ijornalismo os dados de “mortes suspeitas” desde 2001, mas se negaram eles em a ocasião sob a alegação de que eram ” em grande quantidade ” e que o pedido demandava ” um fase longo para ser respondido “.

A pasta da Secretaria da Segurança Pública declara seguir um regulamento de 2005 que orienta a utilização da categoria “morte suspeita” para uma série de ocorrências de óbito que não configuram “de imediato crimes de assassinato, assalto ou lesão corporal seguida de morte”.

Desta forma, o número de casos inclui também situações como “acidentes de tráfego, enfermidades, quedas acidentais, dúvidas sobre suicídio e aborto e também mortes naturais” -inscritas a pedido de médicos ou familiares por “questões securitárias”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que são “mortes suspeitas”?

Elas são classificadas assim nos boletins de ocorrência, quando o policial indica não ter certeza sobre o que provocou determinada morte, mesmo com sinais de violência

Quais tipos de mortes são enquadrados dessa forma?

Por exemplo: uma pessoa é encontrada morta dentro de casa, ao lado de uma escada, com uma fratura na cabeça. Se aquela morte foi acidental, a polícia não sabe declarar, sem investigar ou criminosa. Encontro de cadáver, morte súbita sem causa aparente ou indício de acidente também entram nessa classificação

Essas mortes entram nas estatísticas criminais?

Não. Mesmo com qualidades de assassinato, elas caem em um limbo contábil. A impossibilidade de checagem externa põe os dados em xeque. A base das estatísticas são os registros policiais, documentos mantidos em segredo pelo secretário Alexandre de Moraes

Há homicídios fora das estatísticas oficiais e “escondidos” no limbo das “mortes suspeitas”?

Sim, mas não é possível estimar quantos. Uma maneira de checagem seria analisar os BOs, mas eles são conservados em segredo pela administração Alckmin . A Folha teve pedidos negados, após solicitações via Lei de Acesso à Informação, e agora recorreu à Justiça para obtê-los

Um caso registrado como “morte suspeita” pode ser “reclassificado” como homicídio?

Sim. O governo declara que isso pode acontecer, mas não declara em quantos casos isso aconteceu nos últimos anos. Se essa reclassificação acontece só na investigação, também não declara ou também nos balanços mensais

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Sem abrir dados de crimes, SP anuncia diminuição das assassinatos em fevereiro
>>>>>Secretário nega relação entre queda de homicídios e alta em mortes suspeitas – March 23, 2016

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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