"Saco de gatos contra impeachment"

Saco de gatos contra impeachment

Foto: Wikipedia – Dilma Rousseff segurando a filha PaulaLeer también: Neuer renova contrato e pode completar uma década de BayernLeer también: Cunha defende resolução que o assistência e critica presidente do Conselho de Ética Nesta noite da política brasileira, há um grande saco de gatos pardos. Lá dentro, bichanos discutem a possibilidade de um acordão […]

Foto: Wikipedia – Dilma Rousseff segurando a filha Paula

Nesta noite da política brasileira, há um grande saco de gatos pardos. Lá dentro, bichanos discutem a possibilidade de um acordão que evite o impeachment de Dilma Rousseff, ainda que a presidente seja sacrificada ou reduzida a figura decorativa.

Movimentos sociais e sindicais coordenam um grande acampamento em Brasília para pressionar contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Dilma Vana Rousseff é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores e atual presidente da República Federativa do Brasil.

Faz um mês, debatia-se um parlamentarismo de ocasião. Desde a semana passada, vaza do entorno de Lula e jorra das cercanias de Renan Calheiros a suposição de uma votação presidencial de emergência ou conveniência, convindo não se sabe bem ao quê.

Na semana passada, o governo definiu como estratégia subir o tom das críticas feitas a Temer e associá-lo à ideia de que está em curso no país um golpe contra a, desde que a sigla decidiu pelo desembarque da gestão petista presidente, sob o argumento de que não existe base legal para o impeachment. Temer seria, neste cenário, um dos articuladores do golpe.Poderia ser uma frase de Dilma Rousseff em um dos comícios em que prega o desmonte do cadafalso do impeachment. Mas isso era o que declarava ontem Renan Calheiros, presidente do Senado, cardeal do PMDB.

A alternativa talvez seja uma solução para os possíveis efeitos devastadores das novas delações premiadas sobre a chapa Dilma-Temer.

Calheiros e seu círculo íntimo declaram que nenhuma suposição de saída da crise deve ser descartada . O presidente do Senado auxiliou a inflar a bola da nova votação logo depois de desmoralizar o desembarque do PMDB liderado por Michel Temer.

No sábado , Lula discursou durante manifestação em Fortaleza, onde fez duras críticas ao atual vice-presidente Michel Temer edeclaroue quevai voltará a ser ministro da Casa Civil do governo Dilma “se tudo der certo”.

Dilma Rousseff, por sua vez, rebateu a proposta de votações de modo sarcástico, mas o chute saiu meio torto, para o lado, como se a presidente não recusasse inteiramente a ideia. Ela aceitaria conversar, declarou ontem, meio fazendo troça, se entrassem no jogo os mandatos parlamentares. Calheiros, porém, aventou a chance de que as votações sejam gerais, de vereador a presidente.

Lembre-se ainda que, nas conversas de março entre PMDB e PSDB, senadores dos dois partidos declaravam que várias chances do que fazer com Dilma Rousseff ainda estavam “sobre a mesa”. A conversa desandou um tanto, como se sabe, até porque foi atropelada pelos conseqüência da caçada judicial a Lula. Mas havia gato pardo aí.

Se a ideia é legal, por ora, não importa bastante ou politicamente executável; se é golpe, contragolpe ou neogolpe. Também ainda não é um plano. Mas nota-se que há um grupo de gatos pardos e gordos que joga com a possibilidade de um acordão que abra uma porta no beco sem saída que é Dilma Rousseff, que redunde em acerto entre parte do PT e Lula com o PMDB e que, de quebra, afrouxe a corda da Lava Jato.

Por outro lado, o senador Romero Jucá, bateu ontem em Calheiros. Jucá, que pregou a derrubada do governo, que tratou de bobinho que se afoga no raso, assumirá a presidência do PMDB no lugar do licenciado Temer. “Vai para a combate” no lugar de Temer, que não deve “ficar exposto”, declara um pessoal do PMDB: vai bater em Lula, em Dilma e fazer o partido desembarcar de fato. No entorno de Temer se declara que “não há suposição” de apoiar votações gerais nem de acordo com Lula-Dilma. “O governo pegou uma bacia grande, encheu de água, ficou de joelho, botou a cabeça dentro e está falecendo afogado. Se o Brasil se erguer, o Brasil sobrevive. E é isso que o PMDB pretende fazer”, declarou Jucá.

Mesmo entre temeristas, declara-se que um terço dos deputados do PMDB ainda está com o governo. A tradicional indecisão, a chance de pagar depois de entregue a mercadoria e o medo de perder essas talvez duas dúzias de votos para o impeachment levaram Dilma a protelar o encerramento do negócio com o PP, por exemplo, já progredido e capaz de solapar o impeachment.

O jogo e a jogatina ainda não acabaram.

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Saco de gatos contra impeachment
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