"Realidade virtual é um novo meio de comunicação, declaram debatedores"

Realidade virtual é um novo meio de comunicação, declaram debatedores

Foto: Wikipedia – Tadeu Jungle no Teatro Oficina (2), by Lenise PinheiroLeer también: Oculus Rift inicia a ser entregue enfim nesta segundaLeer también: Cauã Reymond e a namorada, Mariana Goldfarb, postam a mesma imagem e fãs cobram: ‘Cade a fotografia da casal?’ A chamada realidade virtual não é apenas uma nova moda tecnológica nem se […]

Foto: Wikipedia – Tadeu Jungle no Teatro Oficina (2), by Lenise Pinheiro

A chamada realidade virtual não é apenas uma nova moda tecnológica nem se sintetiza aos óculos que viraram o hit do últimos meses. Foi essa a principal constatação dos quatro profissionais que discutiram o formato na noite de quarta no auditório da Folha.

A discussão ocorrerá no auditório da Folha, na alameda Barão de Limeira, 425, 9º andar. As matricula são gratuitas e podem ser feitas no Folha Eventos.

O diretor Tadeu Jungle, que organizou a discussão declarou: “É um novo layer de comunicação”. Ele coloca a novidade como algo no nível do surgimento do cinema, da TV e da internet. “Pela primeira vez você consegue estar no lugar do outro. Isso mudará tudo.”

Tadeu da Fonseca Junges, conhecido como Tadeu Jungle, nasceu em 25 de março de 1956 na capital de São Paulo.

Jungle conduziu o documentário “Rio de Lama”, que conta a calamidade de Mariana , que deixou 19 mortos e um rastro de devastação ao longo do vale do rio Doce. O filme inicia a ser distribuído na próxima segunda .

Tadeu Jungle organizará a discussão , diretor e roteirista de a Academia de Filmes. Jungle usou a tecnologia para produzir o documentário “Rio de Lama”, que debate a calamidade ambiental em Mariana e estreia na semana que vem.

Filmou-se o documentário com métodos de realidade virtual que permitem, a quem vê buscar ambientes com imagens em 360 graus e ter a sensação de imersão em o cenário.

Para apps, o Google oferece a partir de hoje um kit de desenvolvimento para que seja possível instituir conteúdos em realidade virtual também para equipamentos com sistema iOS. Antes, exclusivamente podia-se instituir para os aparelhos que tivessem sistema Android.No local, vai haver óculos de realidade virtual à disposição do público. É preciso que os espectadores levem um dos celulares listados abaixo e diminuam o aplicativo “Rio de Lama”, disponível gratuitamente no Google Play e na App Store. Também é preciso levar um fone de ouvido.

A chamada VR se tornou rapidamente o grandetemao do mundo tecnológico por causa do interesseprovadoo por diferentes players, incluindo gigantes da TI, em investir nesse front.

Tentativas de transportar o espectador para dentro da cena acontecem há mais de um século. Um dos debatedores, Ricardo Justus recordou que na Exposição Universal de Paris em 1900 já existia uma atração, chamada Mareorama, que usava pistões e cenários panorâmicos para dar aos visitantes a sensação de que estavam num navio navegando numa viagem simulada de Marselha a Yokohama. Ricardo Justus é diretor de inovação da TV Record.

Várias experiências da espécie foram feito desde então. Só nesta década, porém, surgiu a inovação que abriu o percurso para a explosão da tecnologia: os óculos de realidade virtual. Eles incorporam, para dentro do aparelho, os elementos que dão ao usuário a sensação de estar em outro lugar .

O “pai” dos óculos é um estadunidense chamado Palmer Luckey, hoje com 23 anos. Adquiriu-se a oculus vr 2 bilhões . por o facebook há dois anos por us $ 2 bilhões. A oculus vr é sua companhia.

Os modelos de óculos que mais têm se popularizado usam como tela um smartphone, que é encaixado dentro deles. Embora não seja ainda “ótima”, a característica da vídeo vista ali já é boa o suficiente para impulsionar a tecnologia, avaliam os debatedores.

Superada o principal obstáculo tecnológico, a corrida do ouro agora é por aprender a montar narrativas em VR.

“Ninguém aqui está desejando lidar com isso por causa da tecnologia”, alegou um dos debatedores, Ricardo Laganaro, da O2 Filmes. “A realidade virtual efetivamente pode mudar a forma como a gente vê o mundo.”

Ele chamou a atenção para o fato de grande parte das dúvidas obliviar a questão do som, variável que pode ser ainda mais importante do que no cinema “tradicional” como fio condutor da narrativa, e também ainda mais difícil de ser encaixada, dada a obstáculo maior de controlar o olhar do consumidor. “É um dos grandes problemas de VR ainda por resolver.”

Laganaro recordou que até a roteirização muda: em vez de uma narrativa linear, é preciso lidar com roteiros de acordo com os pontos cardeais, pensando em todos os lugares para onde a vista do usuário pode se direcionar.

Até definições arraigadas do cinema precisam mudar. Na RV, ninguém fala em próximo plano. Jungle alegou: “É próxima esfera”.

Apesar de a filmagem demandar esse olhar esférico, há muita dúvida sobre quanto de fato o consumidor, por outro lado usará, dado que em algum momento a conduta esperada é que ele se canse de ficar virando a cabeça. “Eu acho que a narrativa vai acabar sendo na frente, uns 140 graus. De vez em quando uma coisa lá atrás chama a atenção o e você olha”, declarou Jungle.

Existe também uma discussão sobre como recorrer à tecnologia de VR sem desrespeitar os limites do corpo. Como é algo que “ilude” o cérebro, são habituais os relatos de enjoos de quem usar os óculos.

Mais desafiador do que tudo isso, porém, parecer ser entender a habilidade de a usuária de influir na história. É aqui que se coloca em xeque a utilização da “vê” para quem está consumindo o conteúdo. Essa pessoa pode auxiliar quem precisa de ajudinha na frente dele? Pode falar com os demais personagens? E, se falar: o que eles têm que responder? É possível modificar o ritmo da história?

Eis a fronteira mais progredida da VR, e em tese tem que ser puxada por quem utiliza recursos de computação gráfica, capazes de responder às interações, como os games. Justus alegou: “Essa tecnologia, na minha opinião, é a mais disruptiva”.

Não ficar a reboque do que é feito fora do país, apesar de todas essas dúvida, a disrupção acontece em um momento que permite aos brasileiros.

Outro debatedor, Rawlinson Terrabuio, fundador e diretor da Beenoculus declarou: “As tecnologias são as mesmas que estão sendo usadas em outras partes do mundo”. “Estamos no mesmo time”.

A companhia de Terrabuio tem tido foco especial na área de educação, que pode aproveitar a tecnologia de VR para baratear preços de treinamento profissional e ampliar o interesse dos estudantes pelo conteúdo.

“O principal problema é a linguagem. Para o jovem se interessar, tem que usar a linguagem dele, que é a TV, o videogame”, alegou.

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Japan

Cities: Yokohama

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Realidade virtual é um novo meio de comunicação, declaram debatedores
>>>>>Folha promove debate sobre tecnologia de realidade virtual – March 28, 2016
>>>>>Google leva imagens em realidade virtual para sites e apps – March 29, 2016
>>>>>Assinantes da Folha podem assistir à estreia de documentário em realidade virtual sobre Mariana –

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