"Progressão no tratamento do câncer esbarra no preço, declara Drauzio Varella"

Progressão no tratamento do câncer esbarra no preço, declara Drauzio Varella

Foto: Wikipedia – Drauzio VarellaLeer también: Neuer renova contrato e pode completar uma década de BayernLeer también: Adriane Galisteu comemora aniversário com a família As novas drogas e tratamentos para o câncer estão revolucionando a oncologia, com a promessa de curar pacientes com tumores metastáticos em um futuro não bastante distante. As progressões, porém, esbarram […]

Foto: Wikipedia – Drauzio Varella

As novas drogas e tratamentos para o câncer estão revolucionando a oncologia, com a promessa de curar pacientes com tumores metastáticos em um futuro não bastante distante.

As progressões, porém, esbarram na questão dos preços cada vez mais altos. Para garantir o acesso dos pacientes a esses novos tratamentos vai ser preciso negociação entre a indústria e os sistemas de saúde, tanto públicos quanto privados, alegou o oncologista Drauzio Varella, que abriu o segundo dia do Fórum O Futuro do Combate ao Câncer, promovido pela Folha, em São Paulo, com patrocínio dos laboratórios MSD e Bristol-Myers Squibb.

Drauzio Varella é um médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual se aprovou ele em 2° lugar, conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV.

“Quando amplia o mercado para um determinado remédio, na medicina o custo não cai. Pelo contrário, encarece. A oncologia não obedece às leis econômicas internacionais”, aalegouVarella. No Brasil, os preços tem impactado tanto o SUS quanto o sistema privado. “Temos um SUS subfinanciado e mal gerenciado, e planos de saúde com baixas margens de lucro. Não estamos preparados para essa complexidade”, alegou.

O alto preço do tratamento, no entanto, não é uma exclusividade brasileira. Se proíbe o MedCare segundo Varella, os grandes culpados por isso são os Estados Unidos, já que de negociar ocustosos com a indústria. O MedCare é sistema público de saúde estadunidense.

Uma das saídas para a questão dos custos, afirmou o oncologista, é escolher os tratamentos com base em uma análise de quais drogas são mais adequadas para cada caso específico de câncer. “Quando o medicamento tem perto de 100, deve ter negociação entre a indústria e sistema de saúde para saber% de possibilidade de ato, e só utilizar nesses casos”, declarou Varella.

Ele declarou que é preciso debater a questão dos preços. “É preciso identificar quais tratamentos fazem a diferença e quais eles seriam mais beneficiados pacientes”.

Outro percurso para diminuir os preços seria dividi-los com a indústria, de modo semelhante ao queacontecee nos países europeus. “Lógico que a indústria deve investir em pesquisa. Sem recursos, não dá para a medicina evoluir”.

PROGRESSOS

Varella também traçou uma breve retrospectiva da evolução da oncologia hospital no Brasil ao longo das quatro últimas décadas. O médico atua na área desde 1972, fase em que receber um diagnóstico de câncer equivalia a uma sentença de morte, e a oncologia era dominada pelos cirurgiões.

Na área de pesquisa, frisou o fato de termos sérios problemas no país. Os entraves como a burocracia e a desatualização dos órgãos que regulamentam e controlam a pesquisa hospital no Brasil instituem, de acordo com Hoff, contradições como a da recente polêmica sobre a utilização das pílulas de fosfoetanolamina.

“Era uma época de drogas bastante tóxicas, com muitos conseqüência colaterais. Muitos pacientes faleciam pela toxicidade do tratamento”, alegou Varella. Havia pacientes que recebiam alta da clínica porque não havia mais nenhum tratamento a ser oferecido, e muitas famílias escondiam o diagnóstico do próprio paciente.

As possibilidades de cura para casos de leucemia nos anos 1970 não passavam de 20%, até que foram surgindo tratamentos mais exitosos para leucemias e tumores pediátricos.

Até o final do século 20, foi grande a evolução das metodologias de diagnóstico por imagem que possibilitaram medir os tumores com maiorexatidãoo.

O avanço dos estudos sobre os mecanismos da carcinogênese abriu caminho para a pesquisa de moléculas que possam interferir na formação e multiplicação de células malignas, que são a nova fronteira do tratamento. “É nessa direção que a oncologia vai andar, e vai ser um percurso sem regresso”, declarou Varella.

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil, United States

Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Progressão no tratamento do câncer esbarra no preço, declara Drauzio Varella
>>>>>Burocracia cria contradições como a ‘pílula do câncer’, diz diretor do Icesp – March 29, 2016

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