"Médico de modelo morta afirma que não sabia fazer laudo"

Médico de modelo morta afirma que não sabia fazer laudo

O médico Wagner de Moraes, culpada por fazer um procedimento estético na modelo Raquel Santos, em Niterói, declarou que não soube atestar a morte da paciente. A Polícia Civil indiciou ele pelo crime de mentira de certificado de óbito. Moraes comentou que só povoou o documento para apoiar a família da moça a sepultar o […]

O médico Wagner de Moraes, culpada por fazer um procedimento estético na modelo Raquel Santos, em Niterói, declarou que não soube atestar a morte da paciente. A Polícia Civil indiciou ele pelo crime de mentira de certificado de óbito. Moraes comentou que só povoou o documento para apoiar a família da moça a sepultar o corpo com mais celeridade e afirmou “inabilidade”:

Entre os dias 4 e 11, ela também fez um tratamento odontológico onde recebeu um anestésico. Três dias antes do procedimento estético na facezinha, conhecido como barbinha chinesa, feita dia 11 no hospital de Niterói, ela injetou um anabolizante de utilização veterinária nas pernas.

Em termos gerais, polícia é a atividade de velar, policiar.

— Não houve fraude no certificado. O que ocorreu foi um erro no preenchimento, por inabilidade da minha parte — comentou o médico: — Não estou costumado a povoar essa espécie de documento. Jamais passei por uma situação chata dessa de ter que atestar a morte de uma pessoa.

Em testemunho prestado à polícia, quatro dias após a morte da mulher, o empresário Gilberto Azevedo, de 33 anos, declarou que estava junto da Raquel, quando ela iniciou a sentir falta de ar, ainda na hospital, após se submeter a um preenchimento facial.

Anabolizantes

Ainda segundo o viúvo, as enfermeiras declararam, num primeiro momento, que os sintomas eram normais. Com o agravamento do mal-estar, o médico orientou que ela fosse transferida para o Hospital de Icaraí. Submeteu-se a paciente lá, a manobras de ressuscitação cardíaca, mas não afrontou.

Apesar de a paciente ter sido levada para a clínica, o próprio Wagner assinou o certificado. Ele escreveu no documento que a morte da modelo estaria ligada aa utilização de anabolizantes de origem animal.

— Ele não tinha como atestar a morte. Fizemos acareações e, em uma delas, descobrimos que o médico só soube que a modelo utilizou anabolizantes após ela ter morrido — comentou o delegado Mário Lamblet, que antes de ser transferido da 79ª DP deduziu a investigação e o enviou à Justiça.

Na ocasião, a modelo foi até um hospital, na Barra da Tijuca, onde fez um procedimento para ampliar os glúteos. O médico responsável pelo preenchimento prestou testemunho na 79ª DP e confirmou que Raquel esteve no hospital.

Agora, para que fique comprovada a causa da morte, a Justiça aguarda resultados do laudo extenuado, do Instituto Médico Legal. O órgão ainda não informou quando o documento vai estar pronto.

Para Wagner essa vai ser a prova de que não teve culpa.

— Ela época uma bomba relógio. Preteriu notícias de que época fumante e utilizava anabolizantes — declarou o cirurgião, que substituiu de advogados essa semana.