"‘Economist’ faz sarcasmo com dedicatórias ‘ecléticas’ de deputados"

‘Economist’ faz sarcasmo com dedicatórias ‘ecléticas’ de deputados

Já era de se esperar que os discursos dos deputados na eleição sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff serviriam de base para uma série de memes em redes sociais. O texto alega que há sinais de que está em andamento um “golpe de Estado” contra a presidente e compara o processo em tramitação no […]

Já era de se esperar que os discursos dos deputados na eleição sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff serviriam de base para uma série de memes em redes sociais.

O texto alega que há sinais de que está em andamento um “golpe de Estado” contra a presidente e compara o processo em tramitação no Congresso com o começo da ditadura militar, em 1964.São necessários 342 votos para aprovar a proposta de impedimento do mandato de Dilma. 343 dos 513 deputados federais disseram já estar em defesa da impugnação – mais que os dois terços necessários.Pela manhã, um grupo de cerca de 20 pessoas queixar-se em defesa do impeachment em frente ao hotel Royal Tulip, em Brasília, onde Lula passou a última semana. Os manifestantes, dos movimentos Acorda Brasil e NasRuas, levaram para o local um “mortedelão” gigante que simbolizava assistências de preço dadas por movimentos pró-governo para manifestantes que viajam até Brasília.

Dilma Vana Rousseff é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores e atual presidente da República Federativa do Brasil.

Mas nesta segunda-feira até a conservadora revista britânica The Economist ironizou os motivos afirmados pelos parlamentares brasileiros para votar em defesa do afastamento da presidente.

A Economist, em sua versão online explica: “As denúncias contra Dilma são de que ela teria manipulado as contas do governo, ocultando seu estado deplorável”.

Economista é o profissional que busca entender, modelar e calcular a conduta das indivíduas, instituições.

“Mas não foramindicadass por quase nenhum dos deputados que falaram na sessão especial – estridente e marcada por fortes divisões partidárias. Em vez disso, os deputados pró-impeachment – acusados por seus adversários de serem ladrões, fanáticos e golpistas – citaram razões mais ecléticas para seus votos”, completa a revista, mencionando, em seguida, uma lista com mais de 50 motivos, entre eles:

O texto declara ainda que “grandes companhias de comunicação” desempenham um “papel nefasto” na atual crise política e produzem uma ofensiva contra o governo Dilma. Para os jornalistas, os veículos estão arruinando “famas” ao alardear “vazamentos seletivos”. Os signatários alegam que permanecerão “nas trincheiras da luta democrática” e que vão se juntar nas ruas aos movimentos opostos ao impeachment.

- “Pelos maçons do Brasil”

- “Pelos produtores rurais, porque se eles não semeiam não há almoço nem janta”

- “Contra o ensinamento da mudança de sexo nas escolas”

- “Pela paz em Jerusalém”

- “Por todos os corretores de seguro”

- “Pela minha mãe Lucimar”

- “Pelos militares de 64″

- “Pela minha tia Eurides, que cuidou de mim quando eu era pequeno”

- “Por Campo Grande, a morena mais linda do Brasil”

- “Por Carlos Brilhante Ustra , a consternação de Dilma”

Nas redes sociais, vários posts também satirizaram essa extensa gama de motivos exibida pelos deputados para afastar Dilma.

“Vote no melhor argumento pró-impeachment”, declarava um deles, com uma lista com cerca de 20 alternativas.

“Pela volta do plural na língua portuguesa. Pelo fim do implante capilar mal feito. Pelo fim da tinta acaju”, declarava outro meme, satirizando os erros de português e aparência dos deputados.

Há pouco mais de uma semana, a Economist publicou uma matéria na qual defendia que o processo de impeachment em curso o Brasil não é um golpe de Estado, mas tampouco encarna a melhor solução para o país – que seria uma votação geral capaz de renovar também o Congresso.

“A próxima vez que os brasileiros forem às ruas, é isso que teriam que exigir”, opinou a revista britânica.

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil, Israel

Cities: Jerusalem, Campo Grande

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Economist’ faz sarcasmo com dedicatórias ‘ecléticas’ de deputados
>>>>>Jornalistas criticam impeachment de Dilma em manifesto – April 15, 2016
>>>>>>>>>Governo tentará blindar deputados de pressões de grupos pró-impeachment – April 11, 2016
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>>>>>>>>>>>>>As surpresas de Cunha – April 09, 2016
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>>>>>Dilma desiste de discurso televisivo contra impugnação –
>>>>>Às vésperas de decisão, país tem atos pró e contra impeachment –

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